Palavras Soltas 2

Será que é possível voltar a abrir o coração? Amar o mundo da mesma maneira? Olhar para o amor como algo delicado, bonito e gentil? Não ter medo de dar tudo, não rever se me perco demais, confiar outra vez mesmo que tudo possa desvanecer.

Muitas vezes fechamo-nos quando acontecimentos traumáticos acontecem nas nossas vidas, ficamos na nossa concha, e por vezes sopre o vento que soprar, faça o sol que fizer nós simplesmente não queremos mais sair de lá, temos medo de confiar que a vida possa ser capaz de amolecer o nosso coração de novo. Nunca nos ensinaram a abraçar a dor e sem abraçar a dor não conseguimos abraçar a felicidade, porque muitas vezes ambas andam de mãos dadas nos altos e baixos da vida. Nesses momentos queremos apenas não sentir nada e sobreviver.

🌻Tentamos desviar a dor e o sofrimento, fingindo que ele não existe, mas embora possamos tentar camuflar essa dor e mascarar o perfil de forma mais rígida e menos orgânica, no final, descobrimos que não nos podemos esconder de nós próprios, quando o tentamos fazer acabamos sem saber mais onde estamos e quem “somos”.


🌸Precisamos de aprender a abrir os nossos corações aos potenciais da vida e deixar que o mundo nos abraçe, sentir que o potencial de amar deve ser mantido e harmonizado mesmo depois da dor. Que o dar nem sempre tem de ser uma troca, que o fazer resnascer nem sempre significa termos de ficar para ver o pós renascimento, sobretudo com as pessoas que amamos e que pensámos um dia que “ que tinha tudo para dar certo”.

Por vezes somos só uma ponte, para o outro e para nós mesmos. Uma ponte de transição para uma aprendizagem tão profunda, que só quando tiramos o zoom da situação conseguimos entender a natureza subtil e ao mesmo tempo tão profunda do ensinamento.

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